
Os valores apresentados, quer ao nível das previsões, quer ao nível da execução orçamental, permitem concluir que estamos perante um executivo que não leva a sério as suas responsabilidades, incumprindo de forma sistemática e reincidente as actividades propostas perante a Assembleia Municipal e consequentemente as promessas efectuadas ao eleitorado.
O Plano Plurianual de Investimentos, que corresponde à lista de obras que este executivo se propôs efectuar, registou o grau de execução mais baixo de sempre dos últimos anos.
Assim, dos 6.303.972,87 € previstos para 2008, foi unicamente realizado 1.733.149,53 €, o que significa uma taxa de execução de apenas 27,49 %. Lamentável.
Não é admissível que este executivo proponha executar determinadas actividades e que sistematicamente, ano após ano, faça tábua rasa, dos documentos previsionais que ele próprio elabora e que deveriam ser a materialização da sua política e dos objectivos que pretende atingir.
Os números agora apresentados são reveladores de um grave traço genético de falta de credibilidade deste executivo CDU, e de uma clara tendência para o desinvestimento no Concelho.
Os projectos e as promessas eleitorais vão sendo adiadas de ano para ano, numa dança orçamental, subindo, descendo e desaparecendo, ao ritmo de um foguetório de propaganda sem igual.
Da análise pormenorizada do Mapa Resumo de Execução do PPI, conclui-se que em 2008, áreas fundamentais como a Acção Social e o Turismo, foram contempladas com 0 € (zero euros) de investimento, e que a Saúde e o Desporto, Recreio e Lazer, registaram unicamente um grau de execução orçamental de 1,29% e 4,19% respectivamente.
Face ao aumento da receita registado em 2008, no valor de 1.109.832 €, o esforço de equilíbrio financeiro que é constantemente propagandeado pelo executivo, é ilusório, porque é conseguido à custa da diminuição da despesa de investimento e não à custa da diminuição das despesas correntes.
A despesa corrente da autarquia tem aumentado significativamente ao longo dos últimos anos, atingindo em 2008 o valor de 11.340.387 €, contrariando aquilo que seria evidente, atendendo à clara diminuição de actividade da Autarquia.
Outro dos indicadores de má gestão típica deste executivo comunista, prende-se com o aumento das despesas com o pessoal, que totalizam 6.881.746 € e que representam 60,68% das despesas correntes. Para este aumento contribui o valor de 1.087.409 € pagos a pessoal em regime precário (contratos a termo, avença e tarefa) e os 140.497 € pagos em horas extraordinárias.
Esta política salarial, é prejudicial à saúde financeira da autarquia e socialmente repreensível, em virtude de privilegiar o trabalho precário e assim promover a instabilidade familiar de dezenas de funcionários.