quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

INCOMPETÊNCIA QUE CUSTOU MILHÕES AO CONCELHO

A reprovação das candidaturas da CMA aos financiamentos comunitários no âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional traduziu a perda de uma oportunidade de alguns milhões de euros reverterem a favor do desenvolvimento de Alcochete.
Logo que se tomou conhecimento desses indeferimentos , o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Alcochete veio a público lançar uma «cortina de fumo» sobre as verdadeiras razões que estiveram na origem de um falhanço que prejudicou Alcochete em largos milhões de Euros , facto que denunciei vivamente no Praia dos Moinhos e que me levou a reflectir sobre o papel do eleitorado em 2009:

Por muito que o PSD de Alcochete e eu próprio no Praia dos Moinhos tentassemos arrancar através da comunicação social local uma explicação válida para um facto tão prejudicial ao futuro do concelho , tudo o que obtivemos da CMA foi a afirmação de que se tratou de uma cabala do Governo central contra Alcochete ,e uma onda de insultos e acusações infames por parte de elementos do PC de Alcochete que periodicamente escrevem no Jornal de Alcochete , e que mereceram a minha resposta no Praia dos Moinhos:

Depois de muita insistência , o PSD de Alcochete conseguiu obter a documentação oficial que comprova as verdadeiras razões desse falhanço , e que agora partilho com os visitantes do Alcochetanidades.

As mesmas traduzem de forma evidente , objectiva e indiscutivel o fruto de um mandato desastroso e incompetente que deve merecer a reflexão de todos. Tal constatação é agravada pelo facto de alguns desses projectos terem sido até reprovados à segunda tentativa.

Afinal foi por força dessa incompetência que Alcochete perdeu milhões de euros em fundos que tanta falta faziam ao concelho.

-Plano Intermunicipal de defesa da Floresta Contra Incêndios
Não aceite por não reunir as condições legalmente exigidas. Não reúne os requisitos no Regulamento Específico . Os beneficiários foram notificados para se pronunciar, nos termos previstos na lei. Decorrido o prazo de audiência prévia, os beneficiários não se manifestaram ou apresentaram quaisquer alegações, mantendo-se assim o teor do parecer técnico.

- Requalificação da Orla Ribeirinha – Av.D.Manuel I
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos.
A candidatura não dá resposta a:
1-diagnóstico prospectivo da área de intervenção e sua contextualização na visão estratégica de desenvolvimento da cidade.
2- uma estratégia integrada de desenvolvimento, com definição de objectivos e prioridades
3- a fixação de metas de realização e de resultados
4- o modo de organização da parceria local e a estrutura de implementação do Programa de Acção
Para um processo de parceria local, é de supor que exista uma dinâmica de cooperação entre vários actores que, no entanto, não se traduziu num protocolo de parceria, o qual se limita a dois
Parceiros: Câmara Municipal e Administração do Porto de Lisboa
Os projectos para que se pede financiamento estão insuficientemente descritos e traduzem-se em:
- remodelação e ampliação do jardim do Barão Samora Correia
- e a substituição da muralha antiga por uma nova que se estenderá 10 a 15 metros para dentro do Rio.
Não está demonstrado o potencial deste projecto para um salto significativo da zona, em termos de dinâmicas de desenvolvimento coeso e sustentável

. Ampliação da Escola Básica/Jardim Infância Restauração (Aviso 1)
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos.
. A Construção do espaço polivalente necessário a esta ampliação mereceu a pontuação mais baixa de 1
. Os projectos de desenvolvimento de investimentos que contribuam para a eficiência energética dos estabelecimentos, apenas respeita os mínimos regulamentares obtendo a pontuação 1
. Ampliação da Escola Básica/Jardim Infância Restauração (Aviso 2)
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos.
. A Construção do espaço polivalente necessário a esta ampliação mereceu a pontuação mais baixa de 1
. Os projectos de desenvolvimento de investimentos que contribuam para a eficiência energética dos estabelecimentos, apenas respeita os mínimos regulamentares obtendo a pontuação 1

. Construção do Centro Escolar da Quebrada (aviso 1)
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos. (pontuação 3)
- Critério B- A operação não dispõem de projecto técnico de execução, encontrando-se à data da candidatura a decorrer o procedimento por consulta prévia. .(pontuação 1)
- Critério C - a utilização de energias alternativas não foram evidenciadas na candidatura. (pontuação 1)

. Construção do Centro Escolar da Quebrada (aviso 2)
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos. (pontuação 3)
- Critério B - A operação não dispõem de projecto técnico de execução, encontrando-se à data da candidatura a decorrer o procedimento por consulta prévia. (pontuação 1)
- Critério C - o projecto não contempla soluções construtivas que favorecem as energias passivas, mas prevê a instalação de painéis solares e de módulos fotovoltaicos a que se atribui a pontuação 2

. Construção do Centro Escolar de São Francisco (aviso 1)
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos. (pontuação 3)
- Critério B- A operação não dispõem de projecto técnico de execução, encontrando-se à data da candidatura a decorrer o procedimento por consulta prévia. (pontuação 1)
-Critério C - a utilização de energias alternativas não foram evidenciadas na candidatura. (pontuação 1)

. Construção do Centro Escolar de São Francisco (aviso 2)
Não aprovação por não atingir os valores mínimos de mérito exigidos. (pontuação 3)
- Critério B - A operação não dispõem de projecto técnico de execução, encontrando-se à data da candidatura a decorrer o procedimento por consulta prévia.
- Critério C - projecto não contempla soluções construtivas que favorecem as energias passivas, mas prevê a instalação de painéis solares e de módulos fotovoltaicos a que se atribui a pontuação 2

Mais palavras para quê alcochetanos?

É a prova da incompetência da CMA no papel!

Uma inteligência proporcional à obra camarária

“O jogo de xadrez exige inteligência e o mesmo ocorre na política, onde os menos inteligentes não se destacam e por isso não passam de meros figurantes”
“Temos [na política] jogadores despreparados, sem inteligência política, sem capacidade de previsão das jogadas, sem conhecimento das regras do jogo e sem história política, em suma, peões pretos que, arrogantemente, se arvoram em líderes políticos e se esquecendo da limitação dos seus movimentos, tentam, sem sucesso, dar um cheque mate no 'rei'.
Sérgio Boechat (advogado e consultor político).
É com estas citações do politólogo brasileiro Boechat que Paula Pereira , deputada municipal do PCP de Alcochete , inicia e termina a sua peça jornalística publicada na edição de ontem (11.02.2009) do Jornal de Alcochete , e cujo link aqui deixo para quem quiser sorrir um bocadinho…
http://www.jornaldealcochete.com/content/view/1496/87/

Resumindo , nós (os do PSD) somos os desprovidos de «inteligência política» , os «meros figurantes» , os «peões pretos» arrogantes , que queremos dar o xeque mate no «Rei» (o Presidente da Câmara).
Pelo meio a deputada municipal comunista faz a inventariação da obra camarária nos últimos quatro anos, obra que entre a colocação de toldos e repavimentação de ruas , não ocupa mais de um parágrafo…

O trabalho realizado num mandato de quatro anos resume-se num parágrafo…

Para agravar este cenário confrangedor , constata-se ainda que depois de quatro anos de mandato ainda não se concluiu a Variante Urbana , e a bem da verdade impõe-se também relembrar que a construção do Pavilhão Gimnodesportivo da Escola EB 2, 3 El Rei D. Manuel I foi iniciada no mandato anterior , e que a obra do parque infantil do Rossio se traduziu apenas na substituição dos equipamentos.
Com excepção da Biblioteca Municipal e da parte concluída da Variante , na quase totalidade dos concelhos deste país , as restantes obras inventariadas pela deputada municipal comunista Paula Pereira são realizadas pelas Juntas de Freguesia , assumindo as Câmaras Municipais os investimentos e obras de interesse estratégico para o concelho , os designados «investimentos âncora».

Será então que perante tudo isto me devo sentir esmagado pelo facto da deputada municipal comunista Paula Pereira achar que sou menos inteligente por ser de um partido que tem feito oposição activa e por ter algumas ideias para Alcochete?
Talvez não , até porque tenho algumas dúvidas que a minha inteligência seja inferior à de quem acha que não há argumentos contra a obra realizada pela CMA nos últimos quatro anos…
Talvez não , pelas razões que já conheço que estiveram na base da reprovação da quase totalidade dos projectos de candidatura da CMA aos fundos comunitários no âmbito do QREN , razões oportunamente partilharei com os visitantes do Alcochetanidades.
Definitivamente NÃO quando me recordo que foi esta mesma deputada municipal que na sessão ordinária da Assembleia Municipal de Alcochete de 23 de Abril de 2008 ditou para a Acta a seguinte declaração de voto relativamente a uma Proposta de Moção apresentada pela bancada socialista intitulada «Por Um Tibete Livre» , moção reprovada com os votos contra do PC:

Paula Pereira: Votou contra (a moção), no entanto também defende um Tibete livre.

Dá para compreender esta declaração de voto? Claro que não. Nem sequer é para compreender. Afinal é uma declaração de voto tipica das inteligências superiores que governam a autarquia.

Que me perdoe o Sérgio Boechat mas inclino-me mais para Antoine de Sainte-Exupery quando afirmou:

«É o espírito que conduz o mundo e não a inteligência.»

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Alcochete Concelho de Inovação e Desenvolvimento - Terceiro Pilar Estratégico para o Desenvolvimento de Alcochete

Depois de alguma intervenção politica que se impunha fazer na sequência das últimas intervenções públicas do Sr.Presidente da Câmara , que assumiu já uma postura demagógica própria de quem está em campanha eleitoral , retomo o tema que vinha desenvolvendo sobre os vectores ou pilares de qualquer plano de desenvolvimento estratégico para Alcochete (PEDA).
Tornou-se evidente que o Sr. Presidente da Câmara optou já por um discurso pré-eleitoral de auto elogio que nada define ou esclarece , ficando sem se saber qual o sentido exacto das propostas que atira para o ar de forma generalista e pouco precisa , revelando que a intenção é mais confundir do que esclarecer, em que as ideias são substituídas pela retórica e pela prática «charmosa» e simpática da sedução demagógica.
Pelo contrário , o Alcochetanidades privilegia a partilha de ideias e propostas concretas , sem ambiguidades.
Nesta caso ideias sobre um instrumento de governação local essencial que é o PEDA , cujos contornos venho já apresentando desde meados de 2007 nos diversos textos que publiquei no Praia dos Moinhos , que deveria ter sido elaborado no inicio do mandato , e que o actual Presidente da Câmara se propõe agora elaborar e aprovar nos últimos meses do seu mandato.
Relembro que a propósito do PEDA defini cinco vectores fundamentais , mais concretamente:
1º Vector que apelidei de - Alcochete Concelho Amigo do Ambiente
2º Vector que apelidei de Alcochete Concelho Solidário e Seguro.
3º Vector que apelidei de Alcochete Concelho de Inovação e Desenvolvimento.
4º Vector que apelidei de Alcochete Concelho de Boas Práticas Governativas e Participação.
5º Vector que apelidei de de Alcochete Concelho de Urbanismo Sustentável .
Depois de ter abordado os dois primeiros vectores* , passo então a apresentar o terceiro pilar a ter em conta em qualquer iniciativa no sentido de elaborar um PEDA e que apelido de - Alcochete Concelho de Inovação e Desenvolvimento -
Relembrando o que disse anteriormente , o sistema económico é um dos grandes suportes da qualidade de vida das populações , criando empregos , gerando riqueza e aumentando a qualidade dos serviços prestados à população.
A escolha deste vector ou pilar do PEDA surge na sequência da reflexão que partilhei com os visitantes do Praia dos Moinhos num texto ali publicado em 14.10.2007 que intitulei «O PDM da oportunidade perdida» e que podem consultar no seguinte link:
http://praiadosmoinhos.blogspot.com/2007/10/o-pdm-da-oportunidade-perdida.html
Como acções prioritárias a desenvolver no âmbito deste vector destaco:
- Procurar a excelência nas Infra-estruturas e Equipamentos de Apoio às Actividades Produtivas , sobretudo do sector terciário.
- Criar em Alcochete um organismo multiparticipado para a Inovação e Formação;
- Banalização das novas tecnologias de informação.
- Criar um Gabinete para promover e facilitar a instalação de empresas relevantes para o desenvolvimento de Alcochete.
- Promover iniciativas empresariais jovens.
Nos textos seguintes aprofundarei cada uma destas acções.
Para já o que importa reter é que enquanto uns se vangloriam do que não fizeram , outros reflectem e trabalham árduamente no sentido da apresentação de propostas válidas e úteis para o desenvolvimento do concelho , mesmo que o façam com a certeza de que há risco das mesmas serem copiadas pelo Sr. Presidente da Câmara ( como aconteceu no caso do PEDA) , e sobretudo sabendo de antemão que este esforço não implica mais votos nas urnas em função daquilo que referi no texto aqui publicado « Teoria versus realidade…diferentes formas de ganhar eleições.»
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/02/teoria-versus-realidadediferentes.html

*
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/01/alcochete-concelho-solidario-e-seguro.html
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/01/segundo-vector-estratgico-do-peda.html
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/01/concretizao-do-pilar-estratgico.html
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/01/o-mega-parque-de-alcochete.html
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/01/alcochete-vila-amiga-do-ambiente.html
http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/01/pilares-estratgicos-do-desenvolvimento.html

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Alcochete está na moda!?? Será que estou a precisar de óculos?

«Alcochete está na moda» afirma Luís C.Franco (Dr.)
Eis a frase que está ilustrada por um verdadeiro poster do Presidente da Câmara Municipal de Alcochete publicado na página frontal da última edição do Jornal de Alcochete.

Fala-se de Alcochete porque o Freeport está na moda pelas razões que conhecemos.
Fala-se de Alcochete por causa do futuro aeroporto.
Fala-se de Alcochete por causa da Academia do Sporting Clube de Portugal.
Mas alguém fala de Alcochete apenas por causa de Alcochete?
Alguém fala de Alcochete como Concelho exemplo de desenvolvimento?
Alcochete está na moda?
Só se for por alguma razão que ainda não descortinei.
Ou será que estou a precisar de óculos?

Teoria versus Realidade...diferentes formas de ganhar eleições

Na sequência da previsão feita por José Carvalho , visitante do Alcochetanidades , de que o PSD terá em Alcochete um resultado eleitoral pior do que o verificado nas últimas duas eleições autárquicas , previsão feita num comentário ao texto anterior intitulado «Imitação Barata» , não resisto a partilhar com os demais visitantes do blogue uma reflexão pessoal sobre a seguinte pergunta.
Qual o significado de uma eleição autárquica?
Na minha perspectiva pessoal , e em teoria , as eleições autárquicas deviam representar o momento solene em que os munícipes olham criticamente o trabalho feito pelos autarcas no poder ou a falta dele , o momento em avaliam ideias novas e sérias para o desenvolvimento do Concelho , o tempo em que os munícipes se emancipam e participam conscientemente na definição do futuro do Concelho , votando de forma consciente no sentido de penalizar quem não cumpriu e de valorizar quem melhores ideias e soluções apresenta para a resolução dos problemas locais.
Ou seja , e reitero , em teoria, é o momento em que o munícipe assume a responsabilidade pelo julgamento dos erros e a responsabilidade pela correcção do rumo.
Se esta teoria correspondesse à realidade não teria qualquer dúvida em contrapor a previsão do Sr. José Carvalho com uma outra previsão. O PCP ou melhor , a CDU , seria afastada do poder autárquico em Alcochete nas próximas eleições autárquicas.
Mas infelizmente a realidade é bastante distinta .
Para o PCP de Alcochete , como aliás ficou bem patente no texto assinado por Luís Franco (Dr.) na última edição do Jornal de Alcochete , neste Concelho vive-se no «melhor dos mundos». Uma espécie de céu na terra. Um oásis no deserto. Um mundo que é apenas imperfeito naquilo que extravasa as competências autárquicas da CMA.
Trata-se de uma postura coerente com o totalitarismo autoritário que marca os ideais deste partido .
O que é preciso deixar bem claro para todos é que a eventual derrota da oposição em Alcochete , e a consequente continuidade do PCP à frente da autarquia , só poderá ficar a dever-se , caso se confirme nas próximas eleições autárquicas , a factores que nada têm a ver com uma gestão autárquica competente , mas , como é apanágio desta força politica , ao esforço diário de controlar o eleitorado , nomeadamente os inúmeros movimentos associativos existentes no Concelho , pela eleição de militantes para as respectivas direcções , e de garantir a fidelidade eleitoral dos seus membros à custa do engordar dos respectivos subsídios , como resulta evidente no Orçamento Camarário para 2009 , no qual se regista um aumento de 536,9% da despesa de capital, com entidades sem fins lucrativos.

Típico dessa forma de estar na politica é a tentativa de cercear o Alcochetanidades como fórum de discussão de questões relevantes para o Concelho do qual o referido José Carvalho tem sido um dos principais protagonistas , consubstanciada em comentários insultuosos deixados aos textos aqui publicados , e que no fundo mais não é do que uma tentativa vã de tentar anular a discussão sobre o poder em local em Alcochete , discussão que por razões óbvias nada interessa ao PC local.
A táctica do PC em Alcochete é básica e resume-se a uma frase «quem não está por nós , está contra nós e está contra o desenvolvimento... e está contra o progresso... » , no sentido de que sejam quais forem as decisões tomadas, elas têm de ser aceites incondicional e acriticamente.
O que é perigoso nesta forma puramente controleira de ganhar eleições é não promover e aprofundar as questões fundamentais que realmente interessam ao desenvolvimento do concelho e que deveriam estar na base da decisão de voto de cada um dos munícipes de Alcochete .
Tudo de se passa no âmbito do mais puro controlo da capacidade de decisão dos eleitores , à margem do conhecimento da população e sobretudo da discussão e do querer dos munícipes , do seu bem estar , da defesa do bem público e sobretudo do interesse público .
Este método de ganhar eleições é de um cacíquismo inaceitável , que urge denunciar e ser mudado sob pena de ser fácil antecipar resultados eleitorais como o faz José Carvalho no seu comentário.
Esta forma de fazer politica representa uma forma de vivência «democrática« que cerceia a capacidade de intervenção politica dos munícipes , que condiciona a sua perspectiva critica , que visa perpetuar o poder comunista no concelho , e que é própria de quem não se importa de ver os munícipes de Alcochete ao nível de cidadãos europeus de segunda , o que não é admissível num país europeu no seculo XXI e numa democracia ocidental, e que sobretudo , não é admissivel num país livre.

Como é evidente no comentário de José Carvalho , e nas mais recentes intervenções do Sr.Presidente da Câmara , a grande preocupação do PC é ganhar as eleições em Alcochete.
Da minha parte manter-me-ei fiel ao propósito que me levou a avançar com o Alcochetanidades , e que me levou a aceitar um cargo na direcção de um partido da oposição em Alcochete. Discutir e propor ideias para o Concelho , mesmo que esse propósito só por si não garanta mais votos nas urnas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Imitação barata...

Mal podia imaginar que podia ocorrer em Alcochete um episódio semelhante ao protagonizado por José Sócrates relativamente ao relatório sobre a educação em Portugal , relatório que o Primeiro Ministro afirma ser da OCDE ,mas que todos já perceberam não passar de um relatório encomendado e pago feito à medida do marketing politico do primeiro ministro.
Mas a verdade é que ocorreu.
Não , não é um conto de fadas para criancinhas , nem sequer uma fábula alcochetana. Mas verdade é que podia ser…
É que o Presidente da Câmara de Alcochete , Luís Franco (Dr.) que até há poucos dias mantinha inalterado o seu discurso fatalista que pouco ou nada pôde fazer ao longo de quatro anos de mandato por força da crise económica que assola o mundo à escala global , muda subitamente de discurso (calendário eleitoral a quanto obrigas) e comunica a Alcochete e ao mundo que conseguiu sanear financeiramente a Câmara Municipal de Alcochete , e que finalmente , a poucos meses do final do mandato, está em condições de começar a planear e elaborar!!!!!!!!!!
Trata-se sem dúvida de uma colagem ao melhor estilo do primeiro ministro , e uma declaração sensacional no plano da mais pura demagogia politica , capaz de ombrear com as mais brilhantes tiradas socratianas , como aquelas em que o Primeiro Ministro , contra todas as evidências , ainda apregoava que Portugal era um oásis no panorama internacional em matéria de crise económica.
Chegou então a vez de ser Alcochete o oásis no panorama nacional de endividamento, dificuldades e graves contingências em matéria de gestão autárquica.
Luís Franco (Dr.) arrisca tornar-se um «case study» do sucesso da gestão autárquica , devendo naturalmente , em nome de um espírito de solidariedade autárquica , partilhar com os seus colegas Presidentes de Câmara , o segredo que lhe permitiu de um dia para outro , deixar a retórica da lamentação para passar para a retórica da auto glorificação. E isto tudo sem ter conseguido aprovar qualquer projecto de candidatura da CMA aos fundos do QREN. Fantástico!!!
Diz Luís Franco (Dr.) na edição de hoje do Jornal de Alcochete e citando: « apesar das dificuldades, temos feito um excelente trabalho neste mandato»..
E prossegue: «O actual mandato pode ser caracterizado por três verbos chave, que são Recuperar, Planear e Elaborar. Recuperar a câmara ao nível económico-financeiro, planear os projectos a desenvolver e executá-los…rematou o autarca, não se pense que a câmara deixou estas obras para o último ano do mandato numa perspectiva eleitoralista mas, sim, porque a isso exigiu a tentativa conseguida de recuperação económico-financeira da câmara. »

Ou seja , segundo Luís Franco (Dr.) a Câmara Municipal de Alcochete já não tem problemas financeiros e pode finalmente começar a trabalhar , ao fim de quatro anos e a poucos meses do final do mandato !
Sim , porque quem consegue o que Luís Franco (Dr.) conseguiu , vai também conseguir em meia dúzia de meses planear e elaborar tudo aquilo que deveria ter feito em quatro anos. Ou muito me engano ou 2009 vai ser um ano louco em Alcochete!!!
Já agora sugiro aos camaradas controleiros do PC que diariamente insultam este espaço através de comentários , e que me acusaram , entre outras coisas , de pensar que em Alcochete são todos parolos , que talvez seja melhor acreditarem que afinal quem pensa que em Alcochete são todos parolos é o Sr. Presidente da Câmara.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Verdes ou Vermelhos?

Como todos sabem , habitualmente o PC surge coligado com o denominado PEV - Partido Ecologista «Os Verdes» quando concorre nas eleições. A sigla dessa coligação é sobejamente conhecida - CDU.
Vem isto a propósito da abordagem que fiz de questões ambientais no âmbito do primeiro vector que destaquei no Desenvolvimento Estratégico do Concelho – Alcochete Concelho Amigo do Ambiente.
A esse propósito dei relevo à importância da Promoção da Educação Ambiental e o apoio e incentivo aos munícipes a adoptarem estilos de vida ambientalmente correctos , entre diversas acções que visam a implementação desse vector.
Conforme referi , com a Promoção da Educação Ambiental procurar-se-á melhorar a informação e o comportamento ambiental dos munícipes , pela maior consciencialização para esta problemática , envolvendo mais munícipes em iniciativas pedagógicas de teor ambiental , bem como dos agentes económicos e institucionais existentes no concelho.Para tal será necessário implementar e dinamizar uma rede de informação que promova a circulação de informação ambiental , nomeadamente pelo recurso às novas tecnologias de informação como a Internet e aos meios de comunicação locais e ainda pelo recurso a folhetos distribuídos pela Câmara Municipal , pelas Juntas de Freguesia.
É precisamente a propósito da responsabilidade das autarquias em matéria de politica e educação ambiental que me permito afirmar que numa autarquia em que a CDU é maioritária como é o caso de Alcochete, foi sem surpresa que registei a quase total ausência de iniciativas camarárias no âmbito da divulgação e promoção de comportamentos ambientalmente sustentáveis.
É que apesar dessa coligação partidária – CDU – integrar o PEV - Partido Ecologista «Os Verdes» , a verdade é que esse «partido» que , como descreve Zita Seabra na sua obra «Foi Assim» , foi criado pelo PCP para se aliar a si próprio e que é controlado directamente pelo PC , nunca deu , em mais de 25 anos de existência, qualquer contributo relevante para enriquecer a esquerda com uma frente de causas ambientais.
É por isso que não me surpreende que Alcochete não fuja a essa regra , e que para além de um «Pólo Ambiental» circundado por uma lixeira a céu aberto , nada mais de relevante se possa registar em matéria de iniciativas camarárias na área da promoção de comportamentos ambientalmente correctos.
Apesar dos insultos que alguns dos «controleiros» locais do PC vão dirigindo a este blogue sob a forma de comentários , continuarei a disponibilizar aos visitantes informação que na minha perspectiva apresenta uma faceta pragmática , cuja utilidade claramente se sobrepõe ao mero interesse teórico. Todas as propostas que venho apresentando em matéria de Desenvolvimento Estratégico para o concelho podem ser aplicadas na prática.
O teor deste texto não foge a essa regra.
E porque privilegiei a Educação Ambiental como uma das acções principais do primeiro vector a ter em conta num PEDA (Plano Estratégico de Desenvolvimento de Alcochete) , aqui vai um contributo singelo para esse propósito , sugerindo então a todos os visitantes do Alcochetanidades que façam uma visita à página da DECO sobre a matéria no seguinte link:
onde podem encontrar informação e dicas pertinentes sobre como melhorar o desempenho ambiental nas vossas próprias casas.
Já agora informo que desde 01 de Janeiro deste ano que quem quiser vender ou arrendar um imóvel (seja novo ou usado) deve exibir um Certificado Energético e da Qualidade do Ar emitido pela Agência para a Energia (ADENE) .
O certificado pode ser requerido acedendo ao respectivo site em http://www.adene.pt/ , ali escolhendo na lista dos técnicos um da sua área de residência que esteja disponível para fazer a avaliação. O custo da taxa de € 45,00 a pagar à ADENE , há ainda o valor a pagar ao técnico que oscila entre € 1 e € 3 o m2 . Já agora sugiro igualmente uma visita a http://www.casacertificada.pt/ logo que este site estiver disponivel na net.
Já que a CMA nada contribui para a promoção da educação ambiental dos seus munícipes aqui fica um modesto contributo da minha parte para esse propósito. Por fim impõe-se perguntar.
Afinal para que serve uma coligação PCP-PEV (CDU), quando o parceiro de coligação do PC que ostenta na sua sigla a palavra «Ecologista» nada faz pelo ambiente do concelho e pela promoção de comportamentos ambientalmente correctos? E já agora quem são os militantes do PEV com assento nos órgãos autárquicos de Alcochete?