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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sangue Politico em Alcochete.

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Fui durante 12 anos autarca noutro concelho.
Durante esse largo período de tempo travei nos jornais locais e nos órgãos autárquicos em que desempenhei as minhas funções duríssimas batalhas contra adversários políticos comunistas , socialistas e até do CDS.
Nessas batalhas politicas visei e fui visado com palavras duras , por vezes violentas dirigidas ao politico e às politicas , legitimamente proferidas no contexto da luta politica , contexto que exige daqueles que ocupam cargos políticos o poder de encaixe necessário capaz de lhes permitir enfrentar em termos adequados as criticas , repito , por vezes violentes , a que qualquer Politico digno desse nome , tem forçosamente de sujeitar-se.
Apesar da extrema dureza que esse combate politico envolveu em determinadas fases mais exacerbadas da agenda politica , a verdade é que nenhum dos intervenientes que conheci , em qualquer partido , confundiu o ataque politico com um ataque que visasse a sua singularidade como pessoa.
Fruto do respeito por esse principio , é com enorme prazer que ainda hoje reencontro em clima de grande amizade e até de saudosismo por essas lutas do passado , antigos adversários políticos desse concelho ,tendo inclusivamente chegado a ser advogado de alguns deles ( nomeadamente de dois autarcas comunistas ) durante um período que coincidiu precisamente com essas «batalhas» politicas , sem que tal prejudicasse essa relação profissional.
Vim para Alcochete por gostar da terra e por afinidades familiares.
Mas é porque GOSTO DE ALCOCHETE que intervenho politicamente , porque quero o melhor para esta terra que tanto gosto.

Foi com o espírito acima descrito que encarei a minha intervenção politica em Alcochete.
Tal opção revelou-se contudo totalmente inadequada ao contexto politico local.
Fruto de um período de quase 30 anos de poder exercido pelo mesmo partido neste concelho , Alcochete não desenvolveu um espírito de cultura democrática de tolerância que permita aos intervenientes políticos agirem no pressuposto que os ataques políticos não vão ser assumidos como ataques pessoais. O intervalo de quatro anos no exercício desse poder , ao invés de modelar no sentido positivo a cultura democrática alcochetana , parece , pelo contrário , ter acirrado a postura intolerante de quem julga ter direito genético ao poder eterno neste Concelho
Quando comecei a intervir nos Blogues , Praia dos Moinhos e Alcochetanidades , senti desde logo uma reacção desmesurada dos visados políticos , que manifestamente e de forma imprópria num contexto democrático normal , interiorizaram essas criticas como ataques pessoais.
Tal tendência exacerbou-se ainda mais quando a nova Direcção do PSD de Alcochete tomou posse em Outubro de 2008 e assumiu desde logo uma postura de oposição activa e visível ao poder instalado em Alcochete desde há décadas.
Neste últimos dias , fruto de maior visibilidade do PSD durante as Festas do Barrete Verde e das Salinas 2009 , visibilidade que teve o seu culminar com a disponibilização do Touro Mecânico que obviamente ainda chamou mais atenção para a presença laranja durante as festas , situação a que o poder comunista local estava pouco habituado , acentuaram-se as manifestações de incómodo e de nervosismo , bem evidenciadas pelo recrudescer de insultos e comentários neste blogue visando a minha pessoa e não a pessoa do politico da oposição.
Ainda há meia dúzia de dias uma alcochetana me dizia que «eu devia ser maluco e inconsciente» por fazer uma oposição tão declarada em Alcochete.
Sinceramente não a levei muito a sério , mas estou arrependido.
Na actividade politica há sempre aqueles que mais se expõem na intervenção nos jornais e nos blogues.
São os que mais dão a cara pelos respectivos partidos que mais facilmente se tornam alvo do combate politico. É absolutamente normal que assim aconteça.
Esses , mais do que os outros , devem estar preparados para perceber que tudo se passa no contexto da tal luta politica , e que atacam e são atacados como Políticos e não na singularidade das suas pessoas.
Luís Proença e Borges da Silva no caso do PSD , Luís Franco e Jorge Giro no caso da CDU.
Ontem , pelas duas da manhã , quando circulava na Rua Ruy Sousa Vinagre junto à Junta de Freguesia de Alcochete cruzei-me com um autarca comunista e candidato pela CDU nas eleições de Outubro.
Depois de me ter cruzado com ele senti um empurrão pelas costas.
Quando me tentava reequilibrar e voltar para perceber o que é que se estava a passar , o autarca comunista em causa , atingiu-me com um soco na face.
Não reagi , nem procurei desforço.
Desde há muito que aprendi que a diferença básica entre os animais e os homens reside essencialmente na nossa capacidade de gerir os nossos instintos básicos e primitivos.
Um Homem com H grande não é qualificado pela forma como usa os punhos contra adversários desprevenidos , mas sim pela superioridade que revela num contexto de adversidade quando mostra a si mesmo que ceder a instintos animalescos não é a melhor solução.
A verdade é que fui agredido fisicamente por um adversário politico.
Mais do que as lesões físicas resultantes dessa agressão , bem visíveis na foto e no sangue que manchou a camisola de campanha do PSD/Borges da Silva que trazia vestida , o que mais importa e mais interessa é a noção definitiva que adquiri que estou descontextualizado em termos políticos em Alcochete.
Aqui praticamente não há fronteira entre o conceito de adversário politico e de inimigo pessoal , conceito bem útil para quem tem o poder há quase 30 anos.
Mas mais do que estas minhas convicções interessa-me o bem estar daqueles que me são queridos e que verdadeiramente contam na minha vida , os quais têm vivido incomodados com os constantes insultos e avisos de que vou sendo alvo.
A agressão física de que fui vitima ontem tem um nome: VIOLÊNCIA POLITICA e com essa realidade eu não sei viver.
Estou em Portugal , terra em que o 25 de Abril de 1974 deveria ter sido sinónimo de tolerância e de cultura democrática.
PS: O meu muito obrigado aos bombeiros de Alcochete pela forma pronta e extremamente profissional como me assistiram depois da agressão.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para a CDU os «novos residentes» têm é de estar caladinhos...

Como se de «carne para canhão» se tratasse , Luís Franco (Dr.) e a CDU , uma vez mais entregaram ao servil deputado municipal Jorge Giro a missão de desempenhar o papel ingrato do «odioso», evitando assim , que o candidato comunista à presidência da Câmara Municipal de Alcochete possa ser conotado com posições politicas mais virulentas contra a oposição.
Tentando a todo custo manter intocada a imagem de distância simpática e bem disposta em relação à vida politica local , Luis Franco (Dr.) encontrou no camarada Jorge Giro uma espécie de «pau para toda a obra» e alguém que se presta a «morder» na oposição , quando o seu líder assim o ordena , mesmo que para isso corra o risco de protagonizar sucessivos episódios e intervenções politicas de nível duvidoso.

É esta a forma como Luis Franco (Dr.) vai passando ao lado destas coisas como se não fosse nada com ele , conseguindo desviar as atenções do debate politico para longe da sua figura.

O camarada Giro , que literalmente se vai sujeitando a tudo , lá acabou por receber uma espécie de prémio pela sua disponibilidade para desempenhar o papel de que foi incumbido ao integrar as listas da CDU à Câmara Municipal na condição de candidato a 5º Vereador.

A espinhosa missão de Jorge Giro prosseguiu esta semana na forma de um artigo hoje publicado no Jornal do Montijo em que o autarca comunista discorre sobre aquilo que é o entendimento da CDU de Alcochete relativamente aos direitos de participação civica daqueles que em tom fortemente perjurativo apelida de «novos residentes» , «esses silvas» , «esses nogueiras» , referindo-se obviamente , de forma abjecta , grosseira e mal educada , ao candidato do PSD à Câmara de Alcochete , Borges da Silva e ao seu director de campanha Pedro Nogueira.

Mas não é (nem poderia ser) a forma grosseira e deselegante como Jorge Giro se refere aos adversários politicos que me surpreende.

O que me deixou mais surpreendido foi a forma reacionária e fascizante como este comunista discorre sobre o direito de participação politica dos ditos «novos residentes» em Alcochete.

A teoria de Luis Franco (Dr.) e da CDU , pela voz de Jorge Giro , é que se os ditos «novos residentes» escolheram Alcochete para viver/habitar é porque reconheciam que havia nesta terra uma boa qualidade de vida.

Assim sendo , e seguindo o raciocinio tortuoso de Luis Franco (Dr.) e da CDU expresso pelo camarada Giro , «os novos residentes» deveriam em coerência com essa sua opção de vida , abster-se de se candidatar a cargos autárquicos contra a CDU e mesmo de intervir na vida politica local, pois tal atitude contraria totalmente os pressupostos que os levaram a optar por Alcochete para viver. Se para aqui vieram é porque gostavam de Alcochete. Se se opõem ao poder comunista em Alcochete é porque afinal não gostam de Alcochete.

Para a CDU , se os «novos residentes» vieram para aqui é porque estão satisfeitos como o que aqui viram e portanto não não têm nada que se meter nos assuntos locais e fazer oposição à CDU.

EIS A ARROGÂNCIA FASCIZANTE DOS COMUNISTAS AO SEU PIOR NÍVEL


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cultura de Medo em Alcochete

Desde há várias semanas para cá que o PSD/Alcochete tem sido contactado por dezenas de munícipes , manifestando a sua vontade de ver mudanças em Alcochete , incentivando os seus dirigentes locais a prosseguirem com os seus objectivos.
Relativamente a todos esses munícipes um denominador comum: A pena de não poderem concretizar o seu desejo de participarem mais activamente na vida politica de Alcochete e o pedido que mantenhamos sob anonimato a sua manifestação de apoio.

O pensador romano Lucius Caelius Firmianus Lactantius , 300 anos depois de Cristo , afirmava que “Onde o medo está presente, a sabedoria não consegue estar”.

Podemos perceber que em Alcochete há uma cultura de medo bem disfarçada e intencionalmente provocada para permitir o controle da politica local.

Alguns desses munícipes explicaram que se assumissem aberta e publicamente a sua oposição e insatisfação em relação ao poder comunista em Alcochete , parte significativa dos seus familiares e amigos deixava de lhes falar. Outros invocaram razões inerentes à sua condição profissional , ou seja medo de retaliações no seu local de trabalho , e houve até um empresário que se justificou alegando necessitar de alguns licenciamentos camarários relacionados com a sua actividade empresarial , não sendo portanto oportuno e aconselhável manifestar a sua oposição aos comunistas sob pena de ver os processos «empatados».

Apesar de boa parte dos munícipes que nos abordaram afirmarem convictamente serem justificáveis mudanças nos seus representantes na autarquia , parece evidente , que o medo, quando socialmente propagado, diminui ou extingue o senso crítico daqueles que o sentem, tornando favorável uma dominação baseada nesse sentimento.

Infelizmente é o que está a acontecer em Alcochete com evidentes beneficios para o regime comunista de Luis Franco (Dr) e para a nomeclatura local da CDU.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Os dramáticos dilemas politicos do Partido Comunista em Alcochete

Não posso deixar de sorrir quando reflicto no tremendo dilema politico que ensombra a vida dos comunistas em Alcochete e noutras Câmaras de maioria comunista da margem Sul.
Sócrates e o governo socialista prometem não suspender as grandes obras públicas projectadas para a margem sul do Tejo , com especial incidência para o aeroporto e TGV.

O PSD nacional tem pela voz da sua líder reafirmado a sua intenção de redefinir as prioridades e de não avançar com tais projectos no contexto de crise que o país atravessa.

Os autarcas da margem sul do Tejo anseiam pela concretização destes mega investimentos na esperança que os mesmos permitam valorizar a região e dinamizar as frágeis economias locais.

Luis Franco (Dr.) e a CDU em Alcochete passaram o mandato a justificar o seu imobilismo e falta de iniciativa com a crise e com uma pretensa perseguição a Alcochete por parte de Lisboa , que utilizando uma expressão de um cacique local do PC , prefere ver este concelho por baixo dos pilares da Ponte Vasco da Gama.

O problema é que a CDU em Alcochete e no Distrito de Setúbal não pode esquecer que uma derrota socialista nas legislativas , ou mesmo a inexistência de uma maioria absoluta desse partido na Assembleia da República pode ditar a suspensão dos investimentos que tanto anseiam ver implementados neste distrito.

Nessa medida vamos assistir a verdadeiros exercícios de hipocrisia politica por parte dos comunistas de Alcochete e do distrito de Setúbal nos próximos tempos.

Para fora vamos ouvi-los berrar que é tempo de Sócrates e o PS deixarem o governo. Por dentro é vê-los fazer figas para que o PS se mantenha no poder.

A verdade é que o Partido Comunista tem mantido um silêncio comprometido nesta polémica em relação à suspensão das grande obras públicas previstas para a margem sul do Tejo.

Ou muito me engano ou Luis Franco (Dr.) e os comunistas de Alcochete vão andar muito caladinhos nas eleições legislativas que antecedem as autárquicas de Outubro.

Ultimamente tem havido algumas vozes a querer marcar a agenda politica local com exigências dirigidas aos candidatos relativamente a questões que são obviamente pertinentes, e que serão esclarecidos no sitio e no momento adequados.

Já agora seria interessante desafiar Luis Franco (Dr.) e os comunistas de Alcochete a definirem uma posição quanto à possibilidade de suspensão destes investimentos públicos.

Por aquilo que percebi na apresentação do Alcochete2025 no Fórum Cultural de Alcochete é um cenário que nem passa pela cabeça de Luís Franco (Dr.).

Dilemas da politica que nas próximas legislativas vão provocar uma descoloração na bandeira do Partido Comunista de Alcochete , que durante esse período deve andar mais rosada do que encarnada.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Feira de Alcochete...considerandos finais

Na qualidade de munícipe e ciente do respeito e da consideração que nos merece uma instituição como a CERCIMA , seria interessante que a Câmara Municipal de Alcochete divulgasse o valor total do donativo entregue àquela instituição resultante da cobrança dos ingressos na Feira de Alcochete.

Tendo sido já anunciado que o evento terá recebido cerca de 25.000 visitantes a quem foi cobrado um valor entre o € 1,50 e os € 2,00 seria importante à defesa do nome da instituição beneficiária do donativo , sabermos o total que arrecadou com o evento.

Já agora não deixaria de ficar bem à CERCIMA vir a público agradecer a todos os visitantes da Feira de Alcochete o contributo para a sua nobre causa.

Aproveito ainda para publicar a Nota que fiz circular na net sobre toda esta polémica envolvendo a Feira de Alcochete:

«1º - Nunca apelei a qualquer veto à Feira do Cavalo de Alcochete; 2º - Nunca afirmei em lado nenhum que vetava a Feira; 3º - Simplesmente achei que cobrar ingressos na Feira e simultaneamente agendá-la para coincidir com a Feira de Maio na Moita poderia desviar muita gente de Alcochete para a Moita , pondo em risco um evento que aprecio e que acho relevante para a nossa terra. 4º - Houve quem , como El Alcochetanito e o Alcocheteafficcion , quisesse intencionalmente confundir esta preocupação com um ataque ao evento em si o que manifestamente é mentira. 5º - Ao tentarem criar essa confusão estão a agir politicamente. 6º - Lamento que gente como El Alcochetanito e o Alcocheteafficcion , que acredito gostam tanto desta terra como qualquer um de nós , não saibam discutir opiniões sem entrar num esquema de insulto que em nada valoriza quem se diz Alcochetano; 7º - Tudo o que estava em causa era saber se era ou não legitimo cobrar ingressos na Feira do Cavalo e agendá-la para coincidir com a Feira de Maio na Moita , questão que podia e merecia ser discutida por todos , QUE COMO EU , apreciam e querem manter as tradições desta terra. 8º - Lamento ter de constatar que para alguns é inaceitável haver opiniões distintas sobre os assuntos , reduzindo tudo ao mais reles insulto e tentativa de humilhação , tendo chegado ao ponto de ter sido apelidado de «pseudo-fascista» pelo Alcocheteafficcion fazendo lembrar tempos que já passaram há muito.

Gostaria ainda de esclarecer o seguinte: Ao contrário do que foi afirmado pelo El Alcochetanito e pelo Alcocheteafficcion NUNCA AFIRMEI que o produto da venda dos ingressos na Feira do Cavalo não se destina à CERCIMA. Tudo o que fiz foi estranhar ( e tenho o direito de o fazer) que: 1º - Tal donativo não tenha sido objecto de nenhuma decisão tomada em sessão de Câmara ou da Assembleia Municipal: 2º - Não estar devidamente publicitado no recinto da Feira (nomeadamente nas Bilheteiras)que o preço dos ingressos se destina à CERCIMA; 3º - Que nas Bilheteiras não houvesse qualquer instrução para emitir e entregar recibos do pagamento dos ingressos na Feira. É que , tratando-se de um donativo a uma instituição de solidariedade social , a lei impunha que se emitissem recibos a todos os que o pedissem para efeitos de IRS , e houve várias pessoas que pediram que eu sei. Transformar estas observações numa afirmação ( que nunca fiz) que é mentira que verba se destina à CERCIMA , é produto da imaginação maldosa de alguns ao serviço de interesses politicos.»

Já agora e para concluir de vez esta questão não prescindo de enviar uma última mensagem aos dois anónimos que se identificam como «El Alcochetanito» e «Alcocheteafficcion» e que se entreteram nos últimos dias a insultar-me na Internet e a lançarem a confusão sobre todos estes factos.
Para os manos do maldizer só tenho uma última mensagem:

Vocês os dois são mesmo ....giros….

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Filhos e enteados de uma Directora de um jornal local...

As ilações deixo-as para os visitantes do Alcochetanidades.

Na última edição do Jornal de Alcochete (06 de Maio de 2009) o comunista Jorge Giro , no estilo literário rudimentar que o caracteriza , teve o privilégio de quase uma página inteira para escrever os dislates do costume , desta feita apelidando de «fantochada» a intervenção de Borges da Silva sobre os documentos de Prestação de Contas e Relatório de Gestão 2008 discutidos naquela reunião.

Estranhamente , nenhum jornalista do Jornal de Alcochete , publicou qualquer matéria sobre esse assunto , e ainda estranhamente , uma nota de imprensa enviada pelo pelo PSD/Alcochete não mereceu sequer uma referência no jornal.
Por coincidência , na semana em que estalou a polémica em torno da Feira do Cavalo de Alcochete , a Senhora Directora do Jornal de Alcochete , publica nessa mesma edição , um artigo ASSINADO POR SI , fazendo a apologia da organização desse evento...

Na sequência de um texto que aqui publiquei no dia 19 de Fevereiro de 2009 intitulado «A Nova Politica Editorial do Jornal de Alcochete» , cujo link indico no final , fui informado que a partir dessa data estava vetado pelo jornal que não publicará qualquer texto assinado por mim, situação que efectivamente perdura até à presente data.
Sim é verdade. Numa decisão jornalistica mais compativel com o que se passa numa qualquer ditadura , o Jornal de Alcochete VETOU o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal de Alcochete , recusando publicar qualquer texto que eu assine.

Na altura , no texto publicado no Alcochetanidades, limitei-me a esclarecer que a decisão de limitar os artigos de opinião a 500 caractéres só beneficiaria quem pouco ou nada tem para dizer sobre Alcochete.
Na sequência desse «mal entendido» , manifestei à Directora do Jornal de Alcochete a minha disponibilidade para publicar no Alcochetanidades um esclarecimento do jornal sobre essa questão. Não mereci qualquer resposta por parte daquela.

Numa atitude puramente persecutória , a direcção do jornal decidiu vetar-me por achar que tal observação continha uma insinuação de favorecimento ao PCP e à Câmara Municipal , quando afinal , segundo a direcção do Jornal de Alcochete se tratava apenas de uma questão de racionalização do espaço no jornal aplicada sem distinção a todas as forças politicas.

O artigo assinado pelo comunista Jorge Giro na última edição do Jornal de Alcochete tem aproximadamente 2000 caractéres.

Então em que é que ficamos Srº Directora do Jornal de Alcochete?

Afinal as regras de limitação da dimensão dos textos não eram iguais para todos?

Senhora Directora do Jornal de Alcochete , «à mulher de César não basta ser , também tem de parecer.»
Dos proprietários do Jornal de Alcochete , certamente alheios a estas situações , só se espera uma atitude em defesa do jornal. Demissão imediata de quem age desta forma. Aguardo com curiosidade os desenvolvimentos...

http://alcochetanidades.blogspot.com/2009/02/nova-politica-editorial-do-jornal-de.html

domingo, 3 de maio de 2009

«Conversas da Treta»

Conforme referi num texto aqui publicado no passado dia 27 de Abril , a última sessão da Assembleia Municipal de Alcochete serviu de pretexto para o Presidente da Câmara e a CDU tentarem fazer algum «show off» em torno das acessibilidades a Alcochete.
Se alguém ainda acalentava alguma expectativa em relação ao anúncio de medidas concretas e proactivas junto dos organismos envolvidos na definição , aprovação e financiamento dos projectos de acessibilidades desiludiu-se. A «montanha pariu um rato».
Tudo se resumiu à aprovação de uma moção , obviamente consensual , que reivindica para o Concelho a construção de novas acessibilidades e mais apoios financeiros para investimento na rede viária municipal.
A aprovação da moção serviu de pretexto para mais uma foto de Luis Franco no Jornal de Alcochete , e , no mais , quanto a acessibilidades a Câmara ficou por aqui...
Simultaneamente assistimos na semana transacta ao espectáculo degradante da utilização do site institucional da Câmara Municipal , pago pelos munícipes , para manipular informação , mormente quanto ao sentido de voto do PSD relativamente ao Relatório de Gestão e Contas da CMA – ano 2008 , bem como ao anúncio de que as receitas obtidas com a cobrança de ingressos na Feira do Cavalo de Alcochete (€ 1,50 para entrar no recinto e € 2,00 para entrar nos pavilhões) reverterá a favor da Cercima.
Quanto a isto , e face ao clima de alguma revolta que se fez sentir em torno da decisão inédita de cobrar o ingresso na Feira do Cavalo , a CDU decidiu «por água na fervura» , apressando-se a anunciar no site institucional da CMA , que a receita reverterá a favor da Cercima.
Sem prejuízo do interesse e do valor que reconheço ao trabalho desenvolvido pela Cercima , não posso deixar de lamentar o aproveitamento politico que Luís Franco e a CDU fazem deste facto , uma vez mais à custa dos munícipes que assim serão os únicos pagadores desta súbita «generosidade» camarária para com aquela associação , «generosidade» que serve única e exclusivamente para atenuar o impacto negativo da opção de passar a cobrar a entrada na Feira do Cavalo.
Não teria sido preferível manter o acesso livre à Feira do Cavalo e ajudar a Cercima em termos logísticos a promover um peditório durante o evento?
Perante isto apetece dizer que todo este comportamento do Sr.Presidente da Câmara e do executivo camarário tresanda a «conversa da treta».
A este propósito , dois consagrados artistas, José Pedro Gomes e António Feio tiveram a astúcia, na linha daquilo que foi a antiga revista à portuguesa , de caracterizar em «Conversa da Treta» o que são os hábitos e comportamentos dos portugueses.
A «Conversa da Treta» assenta especialmente bem a certos profissionais da política de Alcochete.
Assenta bem não só aos profissionais locais da política já rotinados na «conversa da treta» como o Presidente da Câmara de Alcochete , como, também serve aos «Yes men» do PC local , entre vereadores e membros da Assembleia Municipal.
O problema é que quanto maiores são os rebanhos de aprendizes na «conversa da treta» maior é a incompetência e a incapacidade de qualquer pensamento ideológico próprio.
Funcionam segundo os ditames de quem lhes dá orientações que, no fundo, é também quem os segura na permanência participativa da «conversa da treta» completamente improdutiva para os interesses de Alcochete mas eficaz para os objectivos próprios dos conversadores.
Mas , entre os actores políticos da conversa da treta em Alcochete e os actores José Pedro Gomes e António Feio , existe uma pequena diferença.
É que os primeiros já nada trazem de novo, enquanto que os segundos, ainda que falem de certa forma enigmaticamente, apresentam sempre temas inovadores.
Estão com sorte José Pedro Gomes, António Feio pois é evidente que perante o que se passou a semana passada é óbvio que estamos a entrar num período que vai ser cada vez mais fértil neste tipo de conversas.
Perante isto volta a ser importante apelar aos munícipes de Alcochete que não se deslumbrem com estas «conversas da treta» , devendo isso sim , julgar os comportamentos dos actuais autarcas de Alcochete face aos compromissos que assumiram perante o eleitorado e face à desastrosa gestão da coisa pública que tem caracterizado este mandato.
Se isso não for feito nas próximas eleições autárquicas , Alcochete continuará a navegar num mar de «conversas da treta».

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Acessibilidades...eleitoralistas...

Na sessão agendada para hoje dia 27 de Abril de 2009 , a Assembleia Municipal vai discutir as acessibilidades a Alcochete.
O executivo CDU e o Presidente Luis Franco (Dr.) vão agitar o acesso de Alcochete à Ponte Vasco da Gama como trunfo eleitoralista.

Ainda no passado dia 23 deste mês escrevi sobre a matéria no Alcochetanidades denunciando a inexistência de um Plano de Mobilidade Sustentável em Alcochete.

A poucos meses das eleições , sem um Plano Estratégico para o Desenvolvimento de Alcochete , sem uma Avaliação Ambiental Estratégica , sem um Plano Estratégico para a Frente Ribeirinha , Luis Franco e a CDU não hesitam em atirar com tudo o que podem para a cara dos munícipes.

Na quarta feira estarei atento ao Jornal de Alcochete...

sábado, 25 de abril de 2009

O 25 de Abril não é só para alguns....

Alguém , sob a capa anónima de «Alcochete Aficcion» , anda a divulgar entre os 500 amigos de Alcochete que juntei até à data no meu perfil no Hi5 , a seguinte mensagem:
«Os Alcochetanos gostam da sua terra e não precisam de novos " messias"... com intenções politicas ou supostos intelectuais...somos um povo humilde mas não broncos e ninguém gosta mais de Alcochete que nós... não vá por ai...aqui não há lugar para esse tipo de pessoas... Anda por ai um Senhor chamado Luis Proença que faz-se passar por Alcochetano para aliciar jovens com intuito politico. »
Parece evidente tratar-se de um «sermão salazarento» , encomendado por quem tem todo o interesse em evitar a tudo o custo o debate de ideias e a voz de quem tem a ousadia de vir à praça pública debater Alcochete.
Afinal parece que 30 anos de poder comunista em Alcochete fizeram esquecer os valores subjacentes ao 25 de Abril de 1974.