quarta-feira, 17 de junho de 2009

Esquecimentos comunistas que até as crianças têm de pagar

Luis Franco (Dr.) , o comunista que preside à Câmara Municipal foi membro da Assembleia Municipal de Alcochete antes de ser eleito para o actual cargo.

Eram os tempos em que os comunistas eram oposição ao executivo socialista liderado por José Inocêncio.

Nesse tempo , a CDU fazia eco da sua revolta pelo facto do então executivo socialista cobrar os ingressos nos espectáculos culturais realizados no Fórum Cultural de Alcochete quando promovidos pela Câmara Municipal.

A CDU chegou mesmo a apelidar de escandolosa essa prática do anterior executivo camarário.

Mas os comunistas já não são oposição em Alcochete. São poder e o poder como nós sabemos costuma subir à cabeça dos menos preparados , e quando sobe à cabeça provoca esquecimento.
Os comunistas esqueceram rapidamente esse tempo em que contestavam a cobrança de ingressos nos espectáculos culturais promovidos pela Câmara Municipal no Fórum Cultural de Alcochete.

No dia 28 de Junho de 2009 , pelas 10:30 horas a Câmara Municipal de Alcochete promove a realização de um espectáculo destinado às crianças intitulado «A Terra dos Imaginadores»

Apesar de ser destinado às crianças os comunistas não perdoam:

Preço de Ingresso: € 7,50 para crianças e adultos! Isto mesmo. As crianças também têm de pagar e pagam o mesmo que os adultos.

Este é o preço da falta de memória da CDU que os nossos filhos têm pagar.

São João Batista e os comunistas

Uma das bandeiras mais apregoadas pelos comunistas é a da sua coerência e lealdade aos princípios originais que estiveram na base do movimento comunista e da fundação do PCUS e das respectivas filiais internacionais.
O Partido Comunista Português , partido a que pertence Luís Franco (Dr.) e a maioria que tem (des)governado os destinos de Alcochete , gosta de se assumir como um dos últimos bastiões europeus da ortodoxia comunista made in URSS.
O Manifesto Comunista (originalmente designado por Manifesto do Partido Comunista) foi publicado pela primeira vez há 161 anos, a 21 de Fevereiro de 1848, na Alemanha. Escrito por Friedrich Engels e Karl Marx, este documento explana o programa e o propósito da então Liga Comunista, ocupando um lugar de enorme relevo na história do pensamento político comunista. Pode ser considerado, ainda hoje, a melhor introdução ao estudo do pensamento de Marx, elucidando os conceitos fundamentais de propriedade, luta de classes, do socialismo científico, e da conquista do poder pelo proletariado, princípios rigidamente seguidos pelo PCP.

No capítulo II desse manifesto podemos ler o seguinte:
«Sem dúvida - dir-se-á - as ideias religiosas, morais, filosóficas, políticas, jurídicas, etc., modificaram-se no decurso do processo histórico. Mas a religião, a moral, a filosofia, a política, o direito mantiveram-se sempre através dessas transformações.
Existem, além disso, verdades eternas, tais como a liberdade, a justiça, etc., que são comuns a todos regimes sociais. Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a moral, em vez de dar-lhes uma forma nova, e isso contradiz todo o processo histórico anterior.»
A que se reduz esta acusação? A história de todas as sociedades que existiram até hoje era feita de antagonismos de classes, de antagonismos que revestem formas diversas nas diferentes épocas.
Mas que qualquer que tenha sido a forma destes antagonismos, a exploração de uma parte da sociedade pela outra é um facto comum a todos os séculos anteriores. Por conseguinte, não é de espantar que a consciência social de todos os séculos, a despeito de toda a variedade e de toda a diversidade, se tenha movido sempre dentro de certas formas comuns, dentro de umas formas - formas de consciência - que só desaparecerão completamente com o desaparecimento definitivo dos antagonismos de classes.
A revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais, portanto, não há nada de estranho em que no decurso do seu desenvolvimento rompa da maneira mais radical com as ideias tradicionais.»

Perante isto , como poderemos então interpretar a «colagem» do Partido Comunista às tradições locais , mormente as tradições de índole religiosa?
Esta pergunta assume particular pertinência quando , uma vez mais nos preparamos , para assistir àquele que considero o paradigma máximo da hipocrisia politica , e que se traduz na habitual participação dos dirigentes comunistas de Alcochete , maxime o Presidente da Câmara de Alcochete e respectivos camaradas , na tradicional procissão de São João , evento religioso de longa tradição na nossa Vila.

A resposta só pode ser uma:
HIPOCRISIA , FALTA DE COERÊNCIA E RESPEITO PELOS PRINCIPIOS POLITICOS DO RESPECTIVO PARTIDO , OPORTUNISMO E SOBRETUDO UMA ENORME FALTA DE RESPEITO POR QUEM EFECTIVAMENTE VIVE NA PLENITUDE OS VALORES RELIGIOSOS INERENTES A ESTES EVENTOS.

domingo, 14 de junho de 2009

Transparência por favor

Um dos muitos pontos que merece a reprovação dos municípes relativamente à gestão de Luís Franco (Dr.) e da CDU à frente dos destinos da Câmara Municipal de Alcochete é a notória falta de qualidade do site institucional da Câmara , o qual tem servido mais para o marketing político pessoal do actual presidente e candidato ao cargo nas listas daquela coligação comunista , do que propriamente para nos manter informados sobre o que verdadeiramente se passa nos meandros decisórios daquele orgão autárquico.
Sem prejuízo de não ter sido exaustivo na busca de informação no site municipal sobre a matéria que abordarei neste texto , e de portanto admitir poder ter-me escapado algo , a verdade é que não encontrei ali nada que me pudesse elucidar relativamente à forma como as coisas se processaram sobre este assunto.

Estou a reportar-me à adjudicação por ajuste directo da elaboração do Plano de Pormenor do Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) conhecida por Bairro das Maçãs na Fonte da Senhora em Alcochete.

Foi quase por mero acaso que vim a saber que foi em Março deste ano que a Câmara Municipal de Alcochete adjudicou à firma Pedro de Almeida Carvalho - Projectos , Consultadoria e Formação em Construção Civil,Ldª a elaboração desse Plano de Pormenor.

Fê-lo por ajuste directo e pelo valor de € 17.000,00 , desconhecendo-se completamente em que condições foi feito tal ajuste e sobretudo se foram consultadas outras empresas para o efeito.
Um facto ressalta já à vista. A Câmara comunista de Luis Franco (Dr.) prefere entregar a elaboração destes projectos de interesse municipal a privados , ao invés de investir em recursos humanos qualificados que permitam evitar este tipo de despesa.
Do que consegui apurar sobre este assunto é que foi também a esta empresa que foi adjudicada nas mesmas condições a elaboração do Plano de Pormenor da Quinta da Praia no Samouco , e que o respectivo Curriculum denota uma particular apetência para «agarrar» projectos de Câmaras Municipais de maioria comunista no distrito de Setúbal , sobretudo na margem sul do Tejo.

Aliás , e ao que parece , o histórico de projectos e obras realizadas em municípios comunistas parece ser um factor de peso nos critérios da Câmara Municipal de Alcochete quando opta por adjudicar. É que também constatei que a empresa a quem foi adjudicada a empreitada da extensão do Centro de Saúde no Samouco , a M.Marques da Silva,Ldª , também apresenta no seu curriculum uma sucessão de obras em municípios comunistas do distrito de Setúbal.

Sem para já aprofundar esta questão da reconversão do Bairro das Maçãs , processo que merecia outro tipo de esclarecimento , até porque me parece evidente que o mesmo resulta da iniciativa camarária , pelo que deverá ser esta nos termos da lei (Lei n.º 91/95, de 02 de Setembro com as alterações introduzidas pela Lei n.º165/99, de 14 de Setembro , pela Lei n.º 64/2003, de 23 de Agosto e pela Lei n.º 10/2008 de 20 de Fevereiro) a assumir a execução integral das infra-estruturas , desconhecendo completamente se o vai fazer com ou sem a comparticipação dos dos moradores , a verdade é que todas estas questões envolvendo ajustes directos e adjudicações , por envolverem dinheiros públicos , mereciam outro tipo de esclarecimento aos muncípes , nomeadamente no site da CMA e no Boletim Municipal distribuido mensalmente.

Já em tempos idos escrevi que em nome da transparência de procedimentos , Luis Franco (Dr.) e a Câmara Municipal ,deveriam informar os munícipes sempre que , como é o caso do Plano de Pormenor do Bairro das Maçãs , haja gabinetes e empresas privadas a colaborar com a Câmara na elaboração de Projectos , identificando quem são os respectivos proprietários dessas empresas, identificando , sempre que tal ocorra , relações entre esses gabinetes/empresas e funcionários da Câmara Municipal, antigos funcionários da Câmara Municipal ou familiares desses funcionários e finalmente qual o seu custo.

Fazê-lo seria um sinal de respeito pelos munícipes e um passo decisivo e exemplar na adopção de critérios de transparência na gestão da coisa pública.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Onde Luis Franco (Dr.) gasta o dinheiro da Câmara...

Já repararam nos «outdoors» que a Câmara Municipal de Alcochete colocou recentemente na Vila avisando que a Biblioteca Municipal de Alcochete já abriu.
Pois já.Foi no dia 13 de Setembro de 2008...
Deve ser para enganar os mais distraídos.

Na falta de obra feita , resta a Luis Franco (Dr.) e à Câmara Municipal anunciar a abertura de um espaço inaugurado há quase um ano.

E assim se gasta o dinheiro dos contribuintes.

Tenha vergonha Sr.Presidente da Câmara!

Escola do Monte Novo no Jornal de Alcochete

Com direito a contraditório (Vereador comunista Paulo Machado tenta justificar o injustifcável) , o Jornal de Alcochete lá teve que publicar a noticia sobre a degradação na Escola do Monte Novo.
Imagino os sapos que tiveram de engolir...
Foi na edição de hoje (10.10.2009).

terça-feira, 9 de junho de 2009

Obras à moda dos camaradas...

Vem sendo sistematicamente apresentada por Luis Franco (Dr) e pela Câmara Municipal como a obra emblemática do «esforço» de requalificação urbana da autarquia durante este mandato.
Desde há uns meses a esta parte que não há Boletim Municipal , folheto informativo que não a mencione com pompa e circunstância sempre acompanhada da fotozinha da praxe.

A última edição do In Alcochete , o desdobrável camarário distribuido na véspera das eleições europeias , não foge à regra.

Não caros visistantes do Alcochetanidades , não é uma piada , nem sequer me motiva qualquer esforço de ironizar com assuntos sérios.

Estou mesmo a referir-me àquela que é sistemáticamente apresentada como emblema do esforço da autarquia em matéria de requalificação urbana do núcleo antigo de Alcochete.

Estou então a referir-me à intervenção na Rua do Mercado e na respectiva intersecção na Rua do Norte. Para quem não está a identificar a rua em apreço , é precisamente a rua paralela ao edificio da Câmara Municipal onde se situa a porta de entrada para o mercado.

A obra que se iniciou no dia 13 de Abril com a abertura dos roços onde supostamente se colocariam as novas tubagens e que implicou o encerramento temporário da circulação automóvel na Rua do Norte foi interrompida há algumas semanas.

Graças a uma fuga de informação proveniente da própria Câmara , apurei que houve necessidade de voltar a tapar os roços e os buracos provisoriamente por falta de materiais necessários à conclusão da obra.

O resultado está à vista , convidando desde já os visitantes do Alcochetanidades a visitarem o local , nomeadamente a intersecção com a Rua do Norte para aferirem o estado lastimável em que se encontra o piso por causa daquela intervenção , pois grande parte da areia colocada nos roços já desapareceu , transformando aquele sector da rua paralela ao rio numa verdadeira picada ideal para viaturas todo o terreno. A situação mantém-se inalterada já há algumas as semanas.

A forma atabalhoada como esta empreitada está a ser executada pela Câmara Municipal é bem reveladora da total incapacidade deste executivo em desenvolver seja o que for em beneficio do concelho.

Trata-se de uma pequena empreitada que orça os € 50.000. Imagine-se o que seria ver este executivo camarário a promover outras intervenções de requalificação de maior dimensão.É melhor nem imaginar...
Perante isto dá perfeitamente para descurtinar quem são os culpados do estado degradado da Escola do Monte Novo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Comunicado de BORGES DA SILVA sobre a Escola do Monte Novo

Aqui fica a tomada de posição de BORGES DA SILVA, candidato do PSD à Câmara Municipal de Alcochete , relativamente à situação da Escola do Monte Novo em Alcochete.

«O estado de degradação a que chegou a Escola Básica 1 - Nº 1 de Alcochete (Monte Novo) e o modo como a Câmara tem ignorado os apelos para a sua resolução, é perfeitamente incompreensível e merece o nosso inteiro repúdio.
Actualmente, o recreio e o parque de jogos, onde mais de 100 crianças brincam e praticam desporto, encontra-se em péssimas condições e a necessitar de intervenção urgente. A falta de resposta pronta e diligente por parte da Câmara e do Sr. Vereador Paulo Machado é uma completa irresponsabilidade, atendendo aos perigos a que todos os dias estas crianças estão expostas.
A inoperância desta vereação não resulta da falta de conhecimento sobre o caso, muito pelo contrário. Há muito tempo que a comunidade escolar, nomeadamente a associação de pais tem vindo a alertar a Câmara para este problema e para muitos outros que afligem este estabelecimento de ensino, no entanto, a resposta tem variado, ora entre uma sorridente promessa ora entre um profundo silêncio, o que demonstra um completo desprezo pelas crianças, pelos pais e pelo trabalho desenvolvido por esta associação, em prol da comunidade. Atitude esta que obrigou a que fosse formalizada uma queixa à ASAE, com consequências graves para a imagem e credibilidade do Concelho.

As crianças que frequentam esta escola, além de terem o recreio visivelmente degradado, não têm bebedouros, nem bancos, nem áreas verdes, e as refeições são servidas num contentor provisório, há já dois anos. A este cenário que envergonha todos os munícipes, junta-se ainda o facto de: não haver condições de acesso para crianças com mobilidade reduzida, não haver rede wireless, e não terem sido tomadas medidas para disciplinar o estacionamento à frente da escola.

Face às carências existentes nesta escola, era obrigatório que a Câmara tivesse acompanhado de perto os problemas, e tomado as medidas necessárias à sua resolução em tempo útil.

Não podemos aceitar que esta situação continue adiada, e muito menos refém, tal como foi avançada na imprensa, da construção do projecto do Centro Escolar da Quebrada, para o qual o Sr. Vereador não tem data, nem modelo de financiamento para sua construção.
Actualmente o concelho depara-se com um grave problema de oferta escolar, encontrando-se mesmo em ruptura, no que se refere ao ensino pré-escolar e básico. Por essa razão e atendendo a que a construção de futuros equipamentos irá ser prolongada no tempo, a manutenção das actuais escolas e o enriquecimento das suas condições, não pode ser protelada.
Exige-se assim que, em simultâneo com a definição de um calendário rigoroso para a construção dos equipamentos em falta, se crie imediatamente um plano de contingência, para resolver rápida e eficazmente todos os problemas relacionados com a segurança e com o bem-estar das crianças nas escolas.
Mais uma vez fica bem patente a incapacidade deste executivo comunista para fazer face aos problemas da população e o descaramento com que encara a realidade nas mais diversas áreas, o que começa a fazer sentir-se negativamente na vida de todos os munícipes.

Alcochete, 8 de Junho de 2009,

Jorge Borges da Silva
Presidente PSD Alcochete»